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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Momentos bons ficam...

Um momento nostalagia.. que me trouxe bons achados!

"É bem assim que estou, é tudo que restou
Eu tive que escolher entre eu e te perder
Que pena, tudo acabou


Eu cresci e agora sou mulher
Tenho que encarar com muita fé

Seria o bastante

Eu vou seguir o meu caminho
E te esquecer
Pensar um pouco em mim, tentar viver

Seria o bastante

O que é imortal, não morre no final
E se distante é assim
Isso não vai ter fim
Nem se eu quiser você sai de mim

Eu já tentei mas te esquecer assim não dá
Quem escolheu fui eu, e tenho que aceitar
Mas não foi erro meu, você no meu lugar
Faria exatamente igual


O que é imortal..."

Imortal - Sandy & Júnior

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Adeus.

Adeus você
Eu hoje vou pro lado de lá
Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar


Cuida do teu
Pra que ninguém te jogue no chão
Procure dividir-se em alguém
Procure-me em qualquer confusão
Levanta e te sustenta
E não pensa que eu fui por não te amar

Quero ver você maior, meu bem
Pra que minha vida siga adiante


Adeus você
Não venha mais me negacear
Teu choro não me faz desistir
Teu riso não me faz reclinar
Acalma essa tormenta
E se agüenta, que eu vou pro meu lugar


É bom...
Às vezes se perder
Sem ter porque
Sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si
Saber mudar de tom


Quero não saber de cor, também
Pra que minha vida siga adiante...

Adeus você - Los Hermanos 

sábado, 16 de abril de 2011

Morrer.. dormir: não mais



"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”

William Shakespeare