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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Adeus.

Adeus você
Eu hoje vou pro lado de lá
Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar


Cuida do teu
Pra que ninguém te jogue no chão
Procure dividir-se em alguém
Procure-me em qualquer confusão
Levanta e te sustenta
E não pensa que eu fui por não te amar

Quero ver você maior, meu bem
Pra que minha vida siga adiante


Adeus você
Não venha mais me negacear
Teu choro não me faz desistir
Teu riso não me faz reclinar
Acalma essa tormenta
E se agüenta, que eu vou pro meu lugar


É bom...
Às vezes se perder
Sem ter porque
Sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si
Saber mudar de tom


Quero não saber de cor, também
Pra que minha vida siga adiante...

Adeus você - Los Hermanos 

sábado, 16 de abril de 2011

Morrer.. dormir: não mais



"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”

William Shakespeare

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Na falta de quem conversar...

aqui estou eu... compartilhando minhas dores com a tela do computador
Acho que descobri muito sobre mim nos últimos tempos.

Descobri que eu era um a grande mentira!

Não... não é bem esse drama todo, é uma coisa bem mais adolescente do que eu seria capaz de admitir na última vez que tive coragem de encarar esse teclado.
Que coisa estranha que é a vida...

A gente fica se desenhando, se moldando conforme a cor do ambiente.
A verdade é que no fundo todos nos escondemos de nós mesmos
Em fotografias do que gostaríamos de ser

A vida é um grande teatro!

É, alguém já disse isso bem antes de mim... 
E eu bem que queria dar uma de intelectual e dizer quem é,
Mas eu não tenho nada de intelectual e pouco sei do que estou falando...
Isso faz parte do meu teatro!
Mas entendam que esse teatro todo não é pros outros assistirem não!
E nem Deus, muito menos.É pra nós mesmos.
É uma busca por nós mesmos e um modo de criar o personagem perfeito pra cada ocasião...

Huum... será que só as geminianas vão me entender ?

Mas talavez isso seja a minha imaturidade.
Essa coisa jovem de se descobrir sabe ? Super clichê...
Mas eu tenho que passar por isso, por mais que eu odeie essa minha condição adolescente.

Queria ter nascido já adulta, sabendo de tudo.Tão mais fácil...
É tão trabalhoso ficar etiquetando os momentos pra saber qual a moldura certa pra cada ocasião.
Como escolher que roupa usar todas as manhãs.
A diferença é que sempre tem o domingo da preguiça que a gente bota a roupa mais velha do armário e passa a tarde vendo tv toda escabelada...
Na vida não é assim. A gente tem que estar sempre pronto pra escolher as palavras, o tom da voz, a expressão do rosto...

A resposta certa.

O jeito é construir, ruir, desconstruir, reconstruir, repintar, remobiliar.
Eu ainda vou olhar pra mim e ver a MULHER que eu quero ser... sem teatros e com a resposta certa.