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sábado, 16 de abril de 2011
Morrer.. dormir: não mais
"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”
William Shakespeare
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Na falta de quem conversar...
aqui estou eu... compartilhando minhas dores com a tela do computador
Acho que descobri muito sobre mim nos últimos tempos.
Descobri que eu era um a grande mentira!
Não... não é bem esse drama todo, é uma coisa bem mais adolescente do que eu seria capaz de admitir na última vez que tive coragem de encarar esse teclado.
Que coisa estranha que é a vida...
A gente fica se desenhando, se moldando conforme a cor do ambiente.
A verdade é que no fundo todos nos escondemos de nós mesmos
Em fotografias do que gostaríamos de ser
A vida é um grande teatro!
É, alguém já disse isso bem antes de mim...
E eu bem que queria dar uma de intelectual e dizer quem é,
Mas eu não tenho nada de intelectual e pouco sei do que estou falando...
Isso faz parte do meu teatro!
Mas entendam que esse teatro todo não é pros outros assistirem não!
E nem Deus, muito menos.É pra nós mesmos.
É uma busca por nós mesmos e um modo de criar o personagem perfeito pra cada ocasião...
Huum... será que só as geminianas vão me entender ?
Mas talavez isso seja a minha imaturidade.
Essa coisa jovem de se descobrir sabe ? Super clichê...
Mas eu tenho que passar por isso, por mais que eu odeie essa minha condição adolescente.
Queria ter nascido já adulta, sabendo de tudo.Tão mais fácil...
É tão trabalhoso ficar etiquetando os momentos pra saber qual a moldura certa pra cada ocasião.
Como escolher que roupa usar todas as manhãs.
A diferença é que sempre tem o domingo da preguiça que a gente bota a roupa mais velha do armário e passa a tarde vendo tv toda escabelada...
Na vida não é assim. A gente tem que estar sempre pronto pra escolher as palavras, o tom da voz, a expressão do rosto...
A resposta certa.
O jeito é construir, ruir, desconstruir, reconstruir, repintar, remobiliar.
Eu ainda vou olhar pra mim e ver a MULHER que eu quero ser... sem teatros e com a resposta certa.
Acho que descobri muito sobre mim nos últimos tempos.
Descobri que eu era um a grande mentira!
Não... não é bem esse drama todo, é uma coisa bem mais adolescente do que eu seria capaz de admitir na última vez que tive coragem de encarar esse teclado.
Que coisa estranha que é a vida...
A gente fica se desenhando, se moldando conforme a cor do ambiente.
A verdade é que no fundo todos nos escondemos de nós mesmos
Em fotografias do que gostaríamos de ser
A vida é um grande teatro!
É, alguém já disse isso bem antes de mim...
E eu bem que queria dar uma de intelectual e dizer quem é,
Mas eu não tenho nada de intelectual e pouco sei do que estou falando...
Isso faz parte do meu teatro!
Mas entendam que esse teatro todo não é pros outros assistirem não!
E nem Deus, muito menos.É pra nós mesmos.
É uma busca por nós mesmos e um modo de criar o personagem perfeito pra cada ocasião...
Huum... será que só as geminianas vão me entender ?
Mas talavez isso seja a minha imaturidade.
Essa coisa jovem de se descobrir sabe ? Super clichê...
Mas eu tenho que passar por isso, por mais que eu odeie essa minha condição adolescente.
Queria ter nascido já adulta, sabendo de tudo.Tão mais fácil...
É tão trabalhoso ficar etiquetando os momentos pra saber qual a moldura certa pra cada ocasião.
Como escolher que roupa usar todas as manhãs.
A diferença é que sempre tem o domingo da preguiça que a gente bota a roupa mais velha do armário e passa a tarde vendo tv toda escabelada...
Na vida não é assim. A gente tem que estar sempre pronto pra escolher as palavras, o tom da voz, a expressão do rosto...
A resposta certa.
O jeito é construir, ruir, desconstruir, reconstruir, repintar, remobiliar.
Eu ainda vou olhar pra mim e ver a MULHER que eu quero ser... sem teatros e com a resposta certa.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Injeção de ânimo.
Como nasce do lodo do fundo dos mares
O velho vestígio da embarcação
Há de vir das ruínas dos nossos pesares
A primeira luz do nosso coração
Como nasce do fundo do poço escuro
A água cristalina pra
Matar a nossa sede
Há de vir do oceano ou do leito um rio
A nossa esperança envolvida na rede
Como nasce o jasmim do que sujou a terra
E a primeira estrela da ausência do sol
Hei de ver o verão germinar primavera
E a semente da terra do nosso lençol
Como a fúria da chuva lavou o telhado
O velho vestígio da embarcação
Há de vir das ruínas dos nossos pesares
A primeira luz do nosso coração
Como nasce do fundo do poço escuro
A água cristalina pra
Matar a nossa sede
Há de vir do oceano ou do leito um rio
A nossa esperança envolvida na rede
Como nasce o jasmim do que sujou a terra
E a primeira estrela da ausência do sol
Hei de ver o verão germinar primavera
E a semente da terra do nosso lençol
Como a fúria da chuva lavou o telhado
E o cansaço nos fez a vigília enfrentar
As ruínas são restos, mas não do que acaba
E sim do que morre pra recomeçar."
E sim do que morre pra recomeçar."
Ruínas de sol - Oswaldo Montenegro
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